quinta-feira, 21 de maio de 2026

05/02/2026 PARTE 5: THE MET MAIS DE US$2.000.000.000,00 em obras de arte...

 Os Ovos Fabergé são obras-primas de joalheria criadas pela Casa Fabergé, em São Petersburgo, Rússia, entre 1885 e 1917. Encomendados pelos czares russos para presentear suas esposas e mães na Páscoa, eles são mundialmente famosos pelo luxo extremo, esmaltação e "surpresas" escondidas em seu interior.

O Legado Imperial

  • Origem: O primeiro ovo foi encomendado pelo czar Alexandre III em 1885 para sua esposa, a Imperatriz Maria Feodorovna. O sucesso foi tanto que a tradição continuou anualmente.
  • Quantidade: Ao todo, foram criados 50 Ovos Imperiais de Páscoa.
  • Sobrevivência: Apenas 43 dos ovos originais da família imperial russa chegaram aos dias de hoje. 
Características e Valores
  • Artesanato: Feitos com ouro, platina, pedras preciosas e esmalte vítreo. Eles costumavam conter surpresas mecânicas ou miniaturas detalhadas em seu interior.
  • Valor de Mercado: São extremamente raros e valiosos, podendo atingir cifras recordes. Por exemplo, o icônico Ovo de Inverno, coberto por milhares de diamantes, foi leiloado por US$ 30,2 milhões. 




Ponte sobre uma Lagoa de Nenúfares (Bridge over a Pond of Water Lilies) – Claude Monet (1899)

  • Valor de Mercado Hipotético: Mantém-se entre US$ 150 milhões e US$ 200+ milhões. Por ser uma das composições mais equilibradas e famosas da fase de Giverny, causaria um verdadeiro frenesi se fosse a leilão.

Girassóis (Sunflowers) – Vincent van Gogh (1887)

  • Valor de Mercado Hipotético: US$ 150 milhões a US$ 200 milhões. Embora menor do que as versões de vaso, o significado histórico (a transição de Paris e a conexão direta com Gauguin) garante um valor monumental.

Campo de Trigo com Ciprestes (A Wheatfield with Cypresses) – Vincent van Gogh (1889)

  • Valor de Mercado Hipotético: US$ 250 milhões a US$ 350+ milhões. É uma obra-prima absoluta do pós-impressionismo, equivalente em peso cultural à Noite Estrelada (que fica no vizinho MoMA).

Um Par de Sapatos (A Pair of Shoes) – Vincent van Gogh (1886)

  • Valor de Mercado Hipotético: US$ 80 milhões a US$ 120 milhões. É altamente valorizada por críticos de arte por seu peso conceitual e crueza realista.

La Berceuse (Augustine Roulin) – Vincent van Gogh (1889)

  • Retificação: Faz parte da incrível doação da Coleção Annenberg feita ao Met. O fundo florido com dálias contrasta com o vestido verde de Augustine, criando uma obra quase hipnótica.

  • Valor de Mercado Hipotético: US$ 120 milhões a US$ 150 milhões.



No Lapin Agile (At the Lapin Agile) – Pablo Picasso (1905)

  • O que retrata: Uma obra histórica do Período Rosa/Melancólico de Picasso. O homem vestido de Arlequim no balcão do bar é o próprio Picasso autorretratado. A mulher ao lado dele é Germaine Pichot (pivô do suicídio do grande amigo de Picasso, Carlos Casagemas). O quadro foi pintado diretamente para decorar o famoso cabaré Lapin Agile em Montmartre, em troca de comida e bebida grátis.

  • Valor de Mercado Hipotético: US$ 150 milhões a US$ 250+ milhões. Em 1989, essa mesma tela foi a leilão e bateu o recorde da época ao ser vendida por US$ 40,7 milhões antes de ir para o Met. Com a valorização explosiva de Picasso no mercado moderno, hoje ela alcançaria facilmente a casa das centenas de milhões.


Ciprestes (Cypresses) – Vincent van Gogh (1889)

  • O que retrata: Enquanto o Campo de Trigo (da sua primeira lista) mostra os ciprestes ao fundo, esta tela foca neles como os protagonistas absolutos. Van Gogh estava fascinado pela forma dessas árvores, que ele dizia parecerem "obeliscos egípcios" em movimento. Ele a pintou logo no início de sua estadia em Saint-Rémy.

  • Valor de Mercado Hipotético: US$ 200 milhões a US$ 300 milhões. Os ciprestes são para o período tardio de Van Gogh o que os girassóis foram para o período de Arles. Recentemente, o Met fez uma exposição inteira dedicada apenas a essas obras, consolidando o status icônico desta tela.



Ritmo de Outono: Número 30 (Autumn Rhythm) – Jackson Pollock (1950)

  • O que retrata: Esta é uma visão em close/detalhe da imensa parede abstrata que mencionamos anteriormente. Com mais de 5 metros de largura, esta tela representa o ápice absoluto do Expressionismo Abstrato e do método de gotejamento (dripping) desenvolvido por Pollock. Em vez de usar pincéis tradicionais tocando o tecido, ele caminhava ao redor e por cima da tela estendida no chão do estúdio, derramando e respingando tinta esmalte industrial de forma rítmica. Este plano foca na impressionante complexidade das linhas cruzadas pretas, brancas e beges, que criam uma teia cheia de energia e movimento físico.

  • Valor de Mercado Hipotético: US$ 300 milhões a US$ 400+ milhões. As grandes telas que Pollock produziu no ano de 1950 são consideradas os maiores tesouros da arte moderna dos Estados Unidos, pois marcaram o momento histórico em que o centro financeiro e criativo da arte mundial migrou de Paris para Nova York.



Autorretrato com Chapéu de Palha (Self-Portrait with a Straw Hat) – Vincent van Gogh (1887)

  • O que retrata: Um dos retratos mais famosos de Van Gogh, produzido durante o seu período em Paris. Sem dinheiro para pagar modelos para suas pinturas, Vincent recorreu ao espelho e pintou a si mesmo dezenas de vezes. Esta tela é um estudo brilhante de cores e técnicas neo-impressionistas: repare como ele usa pinceladas rápidas, curtas e lineares que parecem "irradiar" de seu rosto em direção ao fundo azul, criando uma sensação quase vibrante de energia ao redor da sua cabeça. O chapéu de palha amarelo contrasta fortemente com o fundo e com o terno de trabalhador.

  • Valor de Mercado Hipotético: US$ 250 milhões a US$ 350+ milhões. Os autorretratos de Van Gogh são o ápice absoluto do desejo de qualquer grande colecionador ou museu no planeta. Existem pouquíssimos fora de grandes instituições europeias, e o fato de este ser uma das imagens faciais mais reconhecíveis do pintor faria com que o valor de leilão atingisse cifras estratosféricas, rivalizando com as maiores vendas de arte da história.


quarta-feira, 20 de maio de 2026

05/02/2026 PARTE 4: THE MET ROMA & RENASCENÇA

Este sumptuoso espaço é o famoso Quarto do Palácio Sagredo (Bedroom from the Sagredo Palace), uma das salas de época (period rooms) mais célebres em exposição permanente no The Met (Galeria 507).

Criado em Veneza, por volta de 1718, este espaço barroco tardio (com fortes influências do estilo Rococó) foi originalmente construído para o patrício e colecionador de arte veneziano Zaccaria Sagredo.

Hércules, facilmente reconhecível pela icônica pele do Leão de Nemeia — o primeiro de seus doze trabalhos — usada como um capuz sobre a cabeça, com as patas dianteiras do animal amarradas em um nó sobre o peito. É uma cópia romana (período Antonino, século II d.C.) baseada em um modelo grego mais antigo.

    Um atleta, achei que a exposição de itens romanos estava muito menor que da outra vez. Uma pena.

    Ugolino e seus filhos, umma escultura em mármore dramática e visceral do artista francês Jean-Baptiste Carpeaux, criada entre 1860 e 1867. Mostrando uma cena trágica do Inferno de Dante Alighieri.

    Esta obra dramática e dinâmica é "Andrômeda Acorrentada ao Penedo" (Andromeda Chained to the Rock), uma magnífica escultura em mármore realizada pelo artista francês Domenico Guidi (1625–1701).

    Em toda esta área, artistas ou estudantes desenham as obras...

    Esta belíssima e expressiva escultura é conhecida como "A Inverno" (La Frileuse ou The Winter), uma das obras mais célebres do mestre francês Jean-Antoine Houdon (1741–1828).

    Criada originalmente em mármore em 1783 (e posteriormente fundida em bronze, como esta versão que você fotografou), a peça é uma alegoria do inverno.



terça-feira, 19 de maio de 2026

05/02/2026 PARTE 3: THE MET ARMADURAS

"Group of Bears" (Grupo de Ursos, 1932), criada pelo renomado escultor americano Paul Manship (1885–1966) 




    Prestigiada arte contemporânea de um artista americano de ascendência Cherokee para a fachada do museu, artistas são convidados a criar esculturas que dialoguem com a arquitetura histórica do edifício e com as coleções globais do Met.

    Armaduras, logo de cara, gladiadores...






    Depois de ver as esculturas da fachada e passar pelo Central Park, entramos na incrível ala de Armas e Armaduras (Arms and Armor) do próprio Metropolitan Museum of Art (The Met)!

As fotos mostram armaduras e capacetes samurais impressionantes do Japão feudal. O grande diferencial dos guerreiros de elite japoneses eram os ornamentos de seus capacetes (kabuto), projetados tanto para assustar os inimigos no campo de batalha quanto para ostentar o status e a linhagem do clã.



Aí chegamos a coleção de armaduras de Henrique VIII, logo que entrei na sala, vi as armaduras meio "gordinhas", na hora matei quem foi o dono...hehehehehehe...








sábado, 16 de maio de 2026

05/02/2026 PARTE 2: A CAMINHO DO METROPOLITAN MUSEUM OF ART

     Novidade para quem? 

    Descemos na mesma estação do AMNH, mas desta vez atravessamos o Central Park, da última vez era outono, desta vez branquinho...

    Nós e o The Beresford lá atrás...

    Marco do distrito histórico do Central Park West, substituiu, em 1929, o edifício de mesmo nome, mas com metade dos andares. Este tem 22 andares.

    Vazio...

    O skyline da cidade, olhando para o sul do Central Park.


O Obelisco do Central Park, conhecido como Agulha de Cleópatra (Cleopatra's Needle), é um monumento egípcio de 3.500 anos instalado em 1881, sendo o objeto ao ar livre mais antigo de Nova Iorque. Localizado atrás do Metropolitan Museum of Art, o pilar de granito de 21 metros de altura celebra o faraó Tutmés III e foi um presente do Egito aos EUA. [1, 2, 3]
Detalhes Principais do Obelisco:

  • Origem: Construído por volta de 1450 a.C. em Heliópolis (antigo Egito) e posteriormente movido para Alexandria.
  • Instalação: Inaugurado no Central Park em 22 de fevereiro de 1881, após uma complexa odisseia logística.
  • Material e Peso: Feito de um único bloco de granito rosa, pesando cerca de 220 toneladas.
  • Hieróglifos: A superfície é coberta por inscrições que louvam o faraó Tutmés III e, posteriormente, Ramsés II.